17,5% dos jovens do RJ não trabalham nem estudam, revela IBGE
19/06/2026
(Foto: Reprodução) 17,5% dos jovens do RJ não trabalham nem estudam, revela IBGE
O número de jovens entre 15 e 29 anos no Estado do Rio sem trabalho, estudo ou qualificação chegou a 600 mil, aproximadamente 17,5% da população.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Educação, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo IBGE.
O João Eduardo Silva, aprendiz industrial, diz que o mais importante é o primeiro passo: começar.
"Quando eu entrei no curso eu não queria fazer aquilo. Até que chegou num meu momento que eu comecei a gostar daquilo. Então eu acho que não importa o que você queira fazer, o que você pense agora. Faça alguma coisa para não ficar parado, sabe? Foi o que eu fiz, gostei e quero seguir carreira nisso", disse ele.
A Ludmila Rocha foi aprendiz e hoje é assistente administrativa. "Você tem que ver uma linha onde você quer chegar e focar no seu objetivo. Escolhe alguma coisa que você se identifica e cai pra dentro", disse ela.
Geração "nem-nem" diminuiu
Em seis anos, o Rio reduziu em 274 mil o número de quem não trabalha, não estuda e não se qualifica.
2019 - 874 mil pessoas
2024 - 617 mil
2025 - 600 mil
Mesmo assim, o Estado do Rio tem o pior desempenho do Sudeste brasileiro: 17,5% da população entre 15 e 29 anos.
RJ é o que tem os piores dados do Sudeste
Reprodução/TV Globo
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Especialista e recrutadora analisam cenário
O professor Tiago Bartholo, professor do curso de pós-graduação em Educação na UFRJ, avaliou os motivos pelos quais ainda existe um contingente tão grande de jovens nessa situação.
"Muitos estão desempregados, mas gostariam de estar empregados e estão procurando emprego, alguns gostariam de ter mais oportunidades de continuar estudando, mas por diferentes razões falta de oferta, de cursos atrativos, não encontram essas oportunidades e muitos estão ajudando dentro de casa em tarefas não remuneradas", ponderou Bartholo.
Atualmente, o CIEE tem quase 3 mil vagas abertas para aprendiz e estagiário em todo o Estado. Marília Rocha acredita que o que mais falta é oportunidade.
"Espero que todos esses jovens hoje que não estão estudando, no mercado que eles tenham a oportunidade , que isso chegue para eles e que eles possam estar cada vez mais capacitados para o mercado e a partir disso transformar a sua realidade e de sua família", finalizou.