Sobe para 16 o número de casos de sarampo em SP; maioria foi registrada na capital
03/08/2026
(Foto: Reprodução) Vacinação contra o sarampo é reforçada em São Paulo
O estado de São Paulo confirmou o 16º caso de sarampo registrado neste ano. O paciente é um bebê do sexo masculino, com menos de um ano e que já tomou uma dose da vacina tríplice viral. Ele mora na capital, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde.
Dos 16 casos confirmados, 13 foram registrados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Diante do cenário, o Ministério da Saúde recomendou que os três municípios ampliem a vacinação contra o sarampo para toda a população de 6 meses a 59 anos, inclusive quem já se vacinou. O objetivo da estratégia é interromper a circulação do vírus e evitar a reintrodução da doença no país.
A campanha começou nesta segunda-feira (3). Na capital, a vacina será oferecida em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas AMAs/UBSs integradas.
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Vacina do sarampo na cidade de São Paulo.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ação, que segue até 1º de setembro, vai reforçar a imunização contra o sarampo e oferecer as vacinas tríplice viral e tetraviral, além dos demais imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação.
Nos demais 642 municípios paulistas, a campanha estadual será voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos.
Para ampliar a cobertura vacinal, a Prefeitura de São Paulo também promoverá um Dia D em 22 de agosto, quando as 483 UBSs da cidade estarão abertas para atendimento.
Casos de sarampo confirmados
Em 2026, o Brasil já confirmou 19 casos de sarampo. Dezesseisdesses casos estão em acompanhamento no estado de São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 12 no município de São Paulo.
“Os casos foram identificados em uma região de intensa mobilidade populacional e elevado fluxo internacional de viajantes, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus”, afirmou a pasta.
Os índices de cobertura da tríplice viral permanecem abaixo da meta do Ministério da Saúde. Neste ano, a primeira dose alcançou 77,5% de cobertura e a segunda, 65,5%. A meta é de 95% para ambas. Em 2025, os percentuais eram de 94% e 84,4%, respectivamente.
Além das vacinas contra poliomielite e sarampo, estarão disponíveis durante a campanha todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, incluindo BCG, hepatite B, pentavalente, rotavírus, pneumocócica conjugada, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV.
"A campanha reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população", afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).
A Secretaria de Estado da Saúde também disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas às perguntas mais frequentes sobre vacinação, com informações sobre eficácia dos imunizantes, possíveis efeitos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação.
Pessoa com sarampo
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15º caso de sarampo no estado
Ministério da Saúde diz que o estado de São Paulo vive surto ativo de sarampo
O estado de São Paulo confirmou o 15º caso de sarampo em 2026. A paciente é uma menina entre 1 e 2 anos, moradora de Guarulhos, na região metropolitana, que não possui histórico de vacinação contra a doença.
Segundo a Secretaria da Saúde, este é o primeiro caso registrado em Guarulhos desde 2020. Com a confirmação, o estado contabiliza 15 infecções neste ano: 12 na capital paulista, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde recomendou que os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliem a oferta da vacina contra o sarampo para toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal, como estratégia para interromper a circulação do vírus e evitar a reintrodução da doença no país.
A medida será colocada em prática durante a Campanha de Multivacinação promovida pela Secretaria Estadual da Saúde, que começa na próxima segunda-feira (3). Além da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — estarão disponíveis todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes.
Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, o reforço da vacinação é essencial para conter o avanço da doença.
"A campanha reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população", afirma.
Onde estão os casos
Casos de sarampo na região metropolitana de SP em 2026
Ministério Estadual da Saúde
Dos 15 casos confirmados em São Paulo neste ano, 12 ocorreram na capital.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, dois deles foram importados — um de uma pessoa que esteve na Bolívia e outro de um viajante que retornou da Guatemala. Os demais foram transmitidos dentro da cidade.
A maior concentração está na Zona Norte, com seis casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria. Outros dois registros ocorreram na Zona Sul, nos bairros Capão Redondo e Jabaquara.
Em São Bernardo do Campo, os dois pacientes foram infectados após contato com casos da capital, explica Tatiana Lang.
"As pessoas que pegaram o vírus do sarampo e residem no município de São Bernardo pegaram aqui no município de São Paulo porque são contatos de um dos casos aqui do município. Então, normalmente a gente fala o município, mas isso diz respeito ao local onde aquela pessoa reside. Isso não quer dizer que ela pegou o vírus ali dentro do próprio município", afirmou, em entrevista ao SP1.
O grupo de infectados é formado por bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos.
São Paulo é o único estado com surto ativo
De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é atualmente o único estado brasileiro com casos confirmados de sarampo, situação que caracteriza um surto ativo.
Segundo a pasta, esse cenário ocorre quando há casos interligados que formam uma cadeia de transmissão do vírus em uma ou mais regiões.
A diretora do CVE afirma que ainda não foi possível identificar a origem da cadeia de transmissão dos casos registrados no estado.
"Estamos considerando esses casos como relacionados à importação por conta do sequenciamento do tipo viral identificado. Até o momento, nós não sabemos qual foi a fonte inicial. Precisamos passar algumas semanas sem confirmação de novos casos para dizer que conseguimos interromper todas essas cadeias de transmissão", explicou.
O Brasil recebeu pela primeira vez, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após permanecer um ano sem circulação sustentada do vírus.
O país perdeu esse reconhecimento em 2019, quando registrou cerca de 18 mil casos da doença, e recuperou o certificado em 2024. O aumento de casos em São Paulo, no entanto, volta a acender o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação.
Casos de sarampo na capital paulista em 2026
Ministério Municipal da Saúde